Neste texto, trataremos de um assunto indispensável: o que vem a ser a
ética hacker. Toda sociedade tem uma moral e uma ética. A moral é
ligada aos costumes e a ética está vinculada aos objetivos maiores de
uma cultura. A ética está ligada à concepção de 'bem' que uma
sociedade, cultura ou categoria profissional possui. Obviamente ser
anti-ético é ter uma prática distante do bem. É agir no sentido do
'mal'.
Definir o bem é difícil. O que é o bem? O que pode ser considerado 'O Bem' na área de tecnologia da informação? Várias respostas são possíveis, mas nem todas são corretas. O bem para um grupo social, cultural ou sócio-tecnológico depende das finalidades, dos fins últimos, dos objetivos maiores que eles têm ou buscam ter.
Vamos melhorar nosso debate e discutí-lo em torno de um filme bem legal que fala sobre hackers e monopólios. Vamos falar sobre o filme "Ameaça Virtual" (o nome do filme em inglês é 'Antitrust'). Na história, um sujeito inescrupuloso, sedento de poder, chamado Gary Winston era o CEO de uma megacorporação de software, a NURV. No começo do filme aparece o tal Gary depondo diante do Senado norte-americano e ele diz a frase: "Este negócio é um organismo vivo... multiplicando-se constantemente, cercado de predadores. Não há tempo livre ou suposições. Novas descobertas são feitas a cada hora. Novas idéias estão prontas para serem devoradas e redefinidas. Este negócio é binário. É 1 ou 0... vivo... ou morto."
Gary estava dizendo que no mundo do software, da programação, o negócio é predador. Que só existe espaço para a competição. Que um engole o outro. Que tudo deve ser apropriado e ser fechado, do contrário você estará fora. O negócio é "binário", "é 0 ou 1", "vivo ou morto".
Mas será que isso é verdade? As coisas funcionam assim? Vamos ver como a história não-fictícia ocorreu. Vejamos um trecho do texto do professor Sérgio Amadeu: "O sociólogo Manuel Castells escreveu que 'é uma lição comprovada na história da tecnologia que os usuários são os principais produtores de tecnologia, adaptando-a a seus usos e acabando por transformá-la'. Mesmo que não consigamos todas as evidências empíricas para esta afirmação de Castells, é evidente que se os usuários não são sempre os 'principais', podemos encontrar inúmeros casos em que isso é comprovado. O fenômeno de expansão da Internet exemplifica duas coisas: a reconfiguração de seus usos e a alteração dos seus objetivos iniciais; e o desenvolvimento compartilhado e distribuído de seus principais elementos, a começar pelo protocolo TCP/IP, a alma da rede."
O que este trecho tem a ver com as afirmações de Gary Winston? A colaboração foi fundamental para a construção do maior fenômeno da Era da Informação, a Internet. Até os usuários foram fundamentais... então, não é só zero e um, vivo ou morto. Aprofundando esta questão, vejamos agora dois trechos intercalados do Manuel Castells e do professor. Sérgio Amadeu: "A abertura da arquitetura da Internet foi a fonte de sua principal força: seu desenvolvimento autônomo, à medida que usuários tornaram-se produtores da tecnologia e artífices de toda a rede". / (...) Essa múltipla contribuição resultou numa saraivada de aplicações nunca planejadas, do e-mail aos bulletin boards e às salas de chat, o modem e, finalmente, o hipertexto. Ninguém disse a Tim Berners-Lee que projetasse a www, e na verdade ele teve que esconder a sua verdadeira intenção por algum tempo porque estava usando o tempo de seu centro de pesquisa para objetivos alheios ao trabalho que lhe fora atribuído. Mas teve condições de fazer isto porque pôde contar com o apoio generalizado da comunidade da Internet, à medida que divulgava seu trabalho na rede, e foi ajudado e estimulado por muitos hackers do mundo inteiro." (Castells)
"O espírito do desenvolvimento colaborativo e baseado em um fluxo livre sobre o conhecimento permitiu a produção das principais ferramentas e protocolos da Internet, bem como acelerou a estruturação e disseminação da rede levando também ao ciberespaço a prática do compartilhamento do código fonte dos softwares e a liberdade para a sua alteração e para a distribuição das novas linhas de código. O movimento do software livre iniciado por Richard Stallman, em 1984, alastrou-se pelos vários países e tornou-se uma força concreta, tecnológica, cultural e política." (Sérgio Amadeu)
Estas colocações contrariam os argumentos de Gary Winston. A história real foi feita principalmente de colaboração e de compartilhamento do conhecimento. Vamos observar esta excelente passagem do filme:
"DEPUTADO: - Sr. Winston, pode negar seriamente que tem um monopólio nesta área?
WINSTON: - Bem, o único monopólio que temos na Nurv, deputado... é o monopólio da excelência. Este ainda é um mercado livre.
DEPUTADO: - Mas o mercado livre inspira a competição. O senhor a impede.
WINSTON: - Deputado, não preciso lembrá-lo de que a essência da competição tem sido sempre bem simples. Qualquer garoto trabalhando numa garagem... em qualquer lugar do mundo, com uma boa idéia... pode tirar-nos do negócio."
Gary está dizendo que o negócio dele depende de afastar o conhecimento dos seus produtos de milhares de garotos com inteligência suficiente para fazer coisas melhores. Está justificando o monopólio sobre o conhecimento. Para Gary somente existe este caminho. Ele afirmou "qualquer garoto pode tirar-nos do negócio". Será? Na verdade, Gary quer dizer que qualquer garoto pode acabar com o monopólio dele. Por isso, Gary defende o código-fonte fechado. Sabe por quê? Pelo simples fato de o conhecimento humano ser medianamente distribuído pelo mundo afora.
Precisamos nos aprofundar e ver que relação tem esta questão (do código-aberto) com a ética hacker. No filme, o megamonopolista Gary Winston, queria dominar a própria rede mundial de computadores com um produto que ele chamava de Synapse. Para concluir o seu plano monopolizador ele roubava códigos, matava hackers e contratava pessoas brilhantes, como foi o caso do jovem programador Milo Hoffman. Resumindo muito o filme, Milo descobre as mutretagens de Gary Winston e coloca um vídeo no horário nobre da TV mostrando os métodos ilícitos de Winston. Além disso, Milo e seus amigos jogam o código-fonte do Synapse na rede mundial de computadores. O filme termina com uma frase que caracteriza a essência da ética hacker. Vários jornalistas estão diante da garagem da pequena empresa dos amigos de Milo, fazendo inúmeras perguntas ao mesmo tempo. E um deles fala:
"JORNALISTA: - O que acha que fez, na verdade, Milo? E qual é a importância disso?
MILO: - Significa que estamos devolvendo o Synapse... às pessoas das quais foi roubado. O conhecimento humano pertence à humanidade."
Aqui temos uma excelente questão: será que o conhecimento pertence mesmo à humanidade? Vamos nos aproximar da resposta avançando em direção de um dos maiores hackers do século XX. Falo de Richard Stallman. Stallman era um pesquisador do Laboratório de Inteligência artificial do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets). Um belo dia, tentou configurar sua nova impressora. Não conseguiu. Telefonou para o fornecedor para pedir as configurações necessárias para escrever um drive.
O funcionário da empresa que vendia a impressora disse que Stallman estava louco. Jamais poderia lhe dar códigos protegidos. Stallman aí sim ficou louco. Parou e pensou como era um absurdo a lógica do código-fonte fechado que começava a se impor no mundo. Então decidiu criar a Free Software Foundation e o movimento pelo software livre.
Vamos ler um pequeno trecho do e-mail que Stallman enviou à lista do pessoal que usava o UNIX (um sistema operacional para máquinas de grande porte que foi a inspiração para o LINUX):
"Eu considero que a regra de ouro requer que se eu gosto de um programa eu tenho que compartilhá-lo com outras pessoas como eu. Eu não posso, com a consciência limpa, assinar um contrato de não-divulgação de informações ou um contrato de licença de software. De modo que eu possa continuar a usar computadores sem violar os meus princípios, eu decidi juntar uma quantidade suficiente de software livre, de modo que eu possa continuar sem utilizar nenhum software que não seja livre."
Stallman era um programador brilhante. Podia fechar os códigos dos softwares que produziu, mas optou pelo compartilhamento. Stallman agia de acordo com princípios, de acordo com uma norma de conduta. Stallman trazia a ética hacker. Vamos agora entender o que vem a ser isto que chamamos de ética hacker.
Um antropólogo e filósofo finlandês chamado Pekka Himanen estudou as comunidades e os textos dos hackers durante muitos meses. Este estudo permitiu que conseguisse decodificar o que seriam as normas de conduta da comunidade hacker espalhada pelo mundo. Muita atenção para este trecho fundamental do livro do Pekka Himanen, "A Ética dos Hackers e o Espírito da Era da Informação (páginas 125 a 127):
"O primeiro valor a guiar a vida de um hacker é a paixão, ou seja, algum objetivo interessante que move os hackers e que é fato gerador de alegria na sua realização. (...) Os hackers não organizam sua vida em termos de dias úteis rotineiros e continuamente otimizados, mas sim em termos de um fluxo dinâmico entre trabalho criativo e outros prazeres da vida, nos quais há também lugar para o ritmo. A ética de trabalho dos hackers consiste em combinar paixão com liberdade, e foi essa a parte da ética dos hackers cuja influência foi sentida com maior intensidade."
Um hacker verdadeiro gosta daquilo que faz. Não está trabalhando para cumprir horário, trabalha em um código ou desvendando uma configuração porque isto é a sua paixão. Vamos continuar com o texto do Pekka Himanen:
"Na ética do dinheiro (...), o elemento notável é que muitos hackers ainda seguem o hackerismo original, segundo o qual o dinheiro não é considerado um bem em si mesmo, e sua atividade é guiada pelo valor social e abertura."
"Esses hackers querem sentir sua paixão junto com os outros e querem criar algo valioso para a comunidade e serem reconhecidos por isso por seus colegas. E eles permitem que os resultados de sua criatividade sejam usados, desenvolvidos e testados por qualquer pessoa de tal forma que todos possam aprender com os outros."
COMPARTILHAR ESTÁ NO CENTRO DO PENSAMENTO HACKER. Não que um hacker seja contra trabalhar por dinheiro. Os hackers também não são contra ganhar muito dinheiro. O que os hackers defendem é que o conhecimento que o tornou feliz e rico também possa tornar felizes e ricas outras pessoas. Daí a defesa da colaboração e do compartilhamento do conhecimento tecnológico. Pekka Himanen continua seu texto da seguinte forma:
"Embora grande parte do desenvolvimento tecnológico da nossa era da informação tenha sido baseado no capitalismo tradicional e em projetos governamentais, uma parte significativa dele - incluindo os símbolos de nosso tempo, a Rede e o PC - não existiriam sem os hackers, os quais simplesmente deram suas criações para outros."
Dar suas criações para os outros foi e é uma prática hacker. Mas, reparem que as criações dos hackers são fruto do conhecimento humano acumulado. Portanto, dar é repassar o que eles receberam. Aqui vamos dar uma pausa no texto do Pekka Himanen. Veremos agora um trecho do livro "Galáxia Internet", do sociólogo Manuel Castells:
"A Internet é de fato uma tecnologia da liberdade - mas pode libertar os poderosos para oprimir os desinformados, pode levar a exclusão dos desvalorizados pelos conquistadores do valor. Nesse sentido geral, a sociedade não mudou muito. Mas nossas vidas não são determinadas por verdades transcendentes, e sim pelos modos concretos como vivemos, trabalhamos, prosperamos, sofremos e sonhamos. Assim, para agirmos sobre nós mesmos, individual e coletivamente, para sermos capazes de utilizar as maravilhas da tecnologia que criamos, encontrar sentido em nossas vidas, melhorar a sociedade e respeitar a natureza, precisamos situar nossa ação no contexto específico de dominação e libertação em que vivemos: a sociedade de rede, construída em torno das redes de comunicação da Internet."
O que a internet tem a ver com a defesa da liberdade e com a ética hacker? Vamos observar as fontes destas idéias com mais um pouco do livro do Castells:
"O primeiro é a própria liberdade. As redes da Internet propiciam comunicação livre e global que se torna essencial para tudo. Mas a infra-estrutura das redes pode ter donos, o acesso a elas pode ser controlado e seu uso pode ser influenciado, se não monopolizado, por interesses comerciais, ideológicos e políticos. À medida em que a Internet se torna uma infra-estrutura presente em nossas vidas, a questão de quem possui e controla o acesso a ela dá lugar a uma batalha essencial pela liberdade."
"O segundo desafio é o oposto: a exclusão das redes. Nenhuma economia global, e numa sociedade de rede em que a maioria das coisas que importam depende dessas redes baseadas na Internet, ser excluído é ser condenado à marginalidade (...). Os efeitos cumulativos desses mecanismos de exclusão separam as pessoas por todo o planeta."
"O terceiro maior desafio é o estabelecimento da capacidade de processamento de informação e de geração de conhecimento em cada um de nós - e particularmente em cada criança. Não me refiro com isso ao adestramento no uso da Internet em suas formas de evolução (...). Refiro-me a educação. Mas em seu sentido mais amplo, fundamental; isto é, a aquisição da capacidade intelectual de aprender a aprender ao longo de toda a vida, obtendo informação que está digitalmente armazenada, recombinando-a e usando-a para produzir conhecimento para qualquer fim que tenhamos em mente. Esta simples declaração põe em xeque todo o sistema educacional desenvolvido durante a Era Industrial. (...) Precisamos de uma nova pedagogia, baseada na interatividade, na personalização e no desenvolvimento da capacidade autônoma de aprender e pensar. Isso, fortalecendo ao mesmo tempo o caráter e reforçando a personalidade."
No seu livro A Ética Hacker, o filósofo Himanen deu uma enorme contribuição para todos nós que queremos entender o pensamento hacker ou ser um hacker:
"Como vimos, um terceiro e crucial aspecto da ética dos hackers é a atitude dos hackers em relação às redes, ou seja, é a sua ética da rede, que é definida pelos valores da atividade e do cuidar. Atividade, nesse contexto, envolve a completa liberdade de expressão em ação, privacidade para proteger um estilo de vida individual, e desprezo pela passividade frente à procura pela paixão individual."
"Cuidar significa aqui a preocupação com o próximo como um fim em si mesmo e um desejo de libertar a sociedade virtual da mentalidade de sobrevivência que tão facilmente resulta de sua lógica. Inclui o objetivo de levar todos a participarem na rede e dela se beneficiarem, sentir-se responsável pelas conseqüências a longo prazo na sociedade virtual, e ajudar diretamente aqueles que foram deixados à margem da sobrevivência. Esses ainda são desafios muito abertos, e resta saber se a influência dos hackers nesse aspecto poderá ocorrer na mesma escala que nos dois aspectos anteriormente citados."
A SOLIDARIEDADE é um elemento fundamental da ética hacker. A mídia, quando usa o termo hacker, geralmente emprega no sentido pejorativo. Confunde a ação de criminosos virtuais, crackers e arrastadores de ícones, com aqueles que desenvolvem códigos livremente. Muito dessa confusão foi motivada pela indústria de software proprietário que faz questão de dizer que software com o código-fonte aberto é coisa de hacker. E é! Coisa de hacker que segue a ética da liberdade e do compartilhamento do conhecimento.
O mais interessante é notar que a chamada PIRATARIA, ou seja, o uso de softwares sem o pagamento de licenças de propriedade para as empresas que usam este modelo, é feita sobre o código executável. Pirataria do software proprietário é realizada amplamente sem que seja necessário piratear o código-fonte dos softwares. Então, pra que esconder o código-fonte, se nem impedir a pirataria se consegue com o modelo fechado?
Como vimos na passagem anterior do filme "Ameaça Virtual", bloquear o código-fonte tem como objetivo exclusivo impedir que as pessoas conheçam o software em sua essência. Bloquear o acesso ao código-fonte não impede a cópia, mas impede que outras pessoas talentosas possam desenvolver soluções mais inovadoras. Impedem que o conhecimento flua, navegue, caminhe e avance em um ritmo maior. Por que a Internet avançou tão rapidamente? Exatamente por isso: por ser baseada em protocolos abertos, não-proprietários e desenvolvidos compartilhadamente.
Vamos a mais um trecho esclarecedor da ética hacker, escrito pelo filósofo-pesquisador Pekka Himanen:
"Um hacker que vive de acordo com a ética dos hackers em todos esses três aspectos - trabalho, dinheiro, ética da rede - ganha o respeito da comunidade. Esse hacker torna-se um verdadeiro herói quando alcança com louvor o sétimo e último nível."
Qual será o último nível de que fala Himanen?
"Tal nível (...) é a criatividade. - ou seja, a utilização imaginativa das habilidades de cada um, a surpreendente superação contínua de si mesmo, e a doação ao mundo de uma nova contribuição genuinamente valiosa."
A criatividade individual é vital, mas ela se manifesta sobre o conhecimento acumulado. Vamos seguir em direção a uma figura exemplar da ética hacker. Falo de Tim Berners-Lee. Para apresentá-lo, vamos recorrer novamente ao texto do sociólogo Manuel Castells:
"O que permitiu a Internet abarcar o mundo todo foi o desenvolvimento da www. Esta é a aplicação de compartilhamento de informação desenvolvida em 1990 por um programador inglês, Tim Berners-Lee, que trabalhava no CERN, o Laboratório Europeu de Física de Partículas baseado em Genebra."
Se Tim Berners-Lee não tivesse a ética dos hackers ele poderia tentar fechar sua invenção e vendê-la como um protocolo proprietário. Por outro lado, certamente a web seria diferente do jeito que a temos atualmente. Talvez o protocolo http não fosse o utilizado para viabilizar o modo gráfico da rede. O fato do protocolo ser aberto permitiu que ele fosse utilizado amplamente e que fosse melhorado em rede e que dele nascessem vários navegadores e outras aplicações. O modo colaborativo pode ser mais eficiente do que o modo fechado.
Na sociedade em rede, a ética hacker tem gerado muito mais desenvolvimento. "A Internet nasceu da improvável interseção da big science, da pesquisa militar e da cultura libertária". (Castells)
Independentemente de outras considerações e possíveis avaliações, podemos afirmar categoricamente que a cultura e a ética hacker são uns dos principais componentes do desenvolvimento da Internet e das tecnologias da informação. A Internet nasceu no contexto da denominada "Guerra Fria", a disputa entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética, duas potências nucleares. Os Estados Unidos queria construir um sistema de comunicações que fosse imune a um ataque nuclear. Para isso, contratou cientistas e pesquisadores, a maioria destes últimos, pessoas visionárias que participavam da contra-cultura norte-americana. Desta fusão nasceu a Internet. Os visionários da contra-cultura constituíram comunidades hackers e foram vitais para o desenvolvimento tecnológico. Entretanto, a cultura tradicional e os grandes empreendedores da velha economia industrial continuaram dando as cartas na sociedade informacional. Esta visão, baseada no modelo de código fechado, é tipicamente oriunda de uma economia de bens materiais que, sendo escassos, dificilmente podem ser compartilhados.
Hackers têm uma ética. Liberdade com paixão e compartilhamento. QUANTO MAIS ÉTICO É UM HACKER, MAIS É RECONHECIDO. Ao contrário do que ocorre em outros campos da sociedade. Ser ético é o melhor caminho para ser um grande hacker.
Como costuma dizer Richard Stallman: HAPPY HACKING!
Leia o material das outras faixas do HackerTeen: